sábado, 2 de abril de 2016

Como Mercado Financeiro pode Direcionar sua Carreira?





O profissional brasileiro, seja ele colaborador ou

gestor, costuma ser personagem, e não autor, de sua

 própria história profissional: via de regra, ele não

“escreve” a narrativa da sua carreira, mas apenas

reage aos seus acontecimentos de forma passiva.




O diagnóstico é de um consultor de recrutamento,

onde ele ressalta que muitos profissionais e até

mesmo executivos constroem sua trajetória

profissional de uma forma aleatória, sem traçar

metas nem avaliar riscos.


Muitas vezes, a decisão de mudar de área, cargo ou

empresa é motivada por ganhos financeiros imediatos

ou simplesmente pelo convite de um amigo,

ex-colega ou ex-chefe, por exemplo.


A falta de planejamento de carreira é mais nociva do

que se possa imaginar. Segundo ele, os profissionais

que não têm um olhar a curto, médio e longo prazo

sobre sua trajetória perdem oportunidades valiosas e

demoram mais para crescer.




Uma saída estratégica para o problema é empregar

raciocínios típicos do mercado financeiro na condução

da sua vida profissional.


 A vantagem de pensar como um investidor é

adquirir uma visão sistêmica e priorizar a análise

lógica dos riscos e oportunidades de cada passo a ser

dado na carreira.








Se você enxergar o seu trabalho como o seu maior

bem, ou ativo, pode tomar decisões mais conscientes,

precisas e acertadas, ressalta o especialista.


Veja a seguir 4 lições sobre planejamento que o

mundo financeiro pode ensinar a qualquer

profissional:


 
1. Definição de objetivos e estabelecimento de

prazos de investimento




Do mesmo modo como se faria com uma aplicação

financeira, é fundamental estabelecer metas para a

sua carreira. Traçar objetivos gerais e específicos, e

para cada um deles definir prazos anuais, com

revisões trimestrais. Definir também alvos e datas

para atingi-los ajudará você a tomar decisões mais

precisas.




Imagine que o seu objetivo seja se tornar CEO daqui

a 15 anos. Munido de um planejamento estratégico e

um cronograma, dificilmente você fará movimentos

que o desviem do seu propósito de chegar à

presidência.




Você sabe que precisa ter habilidades comerciais

fortes para ser CEO, então não aceitará um cargo

completamente fora dessa área só por causa de um

salário mais alto, por exemplo, explica o especialista.



2. Na tomada de qualquer decisão, avalie

primeiramente o impacto para a sua “liquidez

profissional”




No mercado financeiro, o termo "liquidez" significa a

capacidade de transformar um ativo em dinheiro, em

outras palavras, a facilidade de vender um

determinado recurso ou bem. Uma analogia da

tradução do termo para o universo profissional: a

liquidez de um profissional seria sua empregabilidade

- a facilidade de vender o seu trabalho para um

determinado empregador.



Se lhe for oferecida uma proposta de trabalho em

outra cidade, estado; ou até mesmo uma carreira

internacional, por exemplo, é importante avaliar se a

mudança não poderá afastá-lo do seu networking e

com isso, reduzir as suas chances de conseguir a tão

sonhada promoção num futuro próximo.
 


A mesma preocupação deve existir ao avaliar uma 
oportunidade numa área muito específica ou até
mesmo bastante estratégica, que pode torná-lo um
profissional “coringa” e dificultar novas contratações.

3. Diversifique os seus investimentos



Quando se fala em dinheiro, quem nunca ouviu o 

famoso ditado “Não ponha todos os ovos numa cesta

só”? O mesmo raciocínio pode ser aplicado à gestão

da carreira. 
 



Buscar fontes de renda alternativas ao emprego

tradicional pode ser uma tática interessante,

sobretudo em meio à crise econômica.







Para ampliar suas opções, segundo a análise do

especialista, cada vez mais executivos têm optado

pela pós-graduação stricto sensu. Além de render

salários mais altos nas empresas, mestrados e

doutorados abrem portas para uma segunda opção de

carreira: a de professor universitário; onde muitos

executivos são convidados por universidades para

lecionar ou dar palestras, relatando suas experiências

do dia a dia, para o público acadêmico.




Um leque amplo de possibilidades de trabalho

também depende de um networking extenso e

heterogêneo. Quanto mais diversas forem as suas

conexões, mais fácil será criar pontes entre

profissionais e, assim, tornar-se uma referência no

mercado.








4. Avaliar a situação de mercado de potenciais

empregadores


Se você enxerga o seu trabalho como um recurso a

ser aplicado, é preciso ter um “olhar de investidor”

sobre as empresas em que você pretende atuar.




De acordo com o conselho do especialista, fazer uma

análise crítica sobre a situação de mercado de todo

potencial empregador. Questões como: Como este

empregador se posiciona frente a competidores

internos e externos? Qual é o perfil dos líderes? O

negócio está em expansão ou retração? Há espaço

para galgar posições internamente?




Essa avaliação - que, no caso das companhias

abertas, pode ser complementada com dados

disponíveis nas páginas online de relações com

investidores ou no site da CVM - permitirá calcular

os riscos e oportunidades de apostar num

empregador. “Só com essa análise você saberá de

quais processos seletivos vale realmente participar”,

conclui o especialista.






  Portanto, se você já percebeu de quanto valor sua

formação profissional agrega ao desenvolvimento de

sua carreira, ou seja, é como se você fosse o ativo, o

capital e as empresas fossem o mercado no qual o

capital humano seja investido para gerar dividendos

aos seus balanços patrimoniais.


Trocando em miudos... as empresas aumentam suas

receitas através do valor que seus funcionários, o

capital humano gera em seus faturamentos anuais.


#Pense nisto.















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