O profissional brasileiro,
seja ele colaborador ou
gestor, costuma ser personagem, e não autor,
de sua
própria história profissional: via de regra, ele não
“escreve” a narrativa da sua carreira, mas apenas
reage aos seus
acontecimentos de forma passiva.
O diagnóstico é de um consultor
de recrutamento,
onde ele ressalta que muitos profissionais e até
mesmo executivos constroem sua trajetória
profissional de uma forma
aleatória, sem traçar
metas nem avaliar riscos.
Muitas vezes, a decisão de
mudar de área, cargo ou
empresa é motivada por ganhos financeiros
imediatos
ou simplesmente pelo convite de um amigo,
ex-colega ou
ex-chefe, por exemplo.
A
falta de planejamento de carreira é mais nociva do
que se possa
imaginar. Segundo ele, os profissionais
que não têm um olhar a
curto, médio e longo prazo
sobre sua trajetória perdem
oportunidades valiosas e
demoram mais para crescer.
Uma saída estratégica para o
problema é empregar
raciocínios típicos do mercado financeiro na
condução
da sua vida profissional.
A vantagem de pensar como um
investidor é
adquirir uma visão sistêmica e priorizar a análise
lógica dos riscos e oportunidades de cada passo a ser
dado na
carreira.
Se você enxergar o seu
trabalho como o seu maior
bem, ou ativo, pode tomar decisões mais
conscientes,
precisas e acertadas, ressalta o especialista.
Veja a seguir 4 lições
sobre planejamento que o
mundo financeiro pode ensinar a qualquer
profissional:
1.
Definição
de
objetivos e estabelecimento
de
prazos de
investimento
Do mesmo modo como se faria
com uma aplicação
financeira, é fundamental estabelecer metas para
a
sua carreira. Traçar objetivos gerais e específicos, e
para cada
um deles definir prazos anuais, com
revisões trimestrais. Definir
também alvos e datas
para atingi-los ajudará você a tomar decisões
mais
precisas.
Imagine que o seu objetivo
seja se tornar CEO daqui
a 15 anos. Munido de um planejamento
estratégico e
um cronograma, dificilmente você fará movimentos
que
o desviem do seu propósito de chegar à
presidência.
Você
sabe que precisa ter habilidades comerciais
fortes para ser CEO,
então não aceitará um cargo
completamente fora dessa área só por
causa de um
salário mais alto, por exemplo, explica o
especialista.
2. Na tomada
de qualquer decisão, avalie
primeiramente
o impacto para a sua “liquidez
profissional”
No mercado financeiro, o termo
"liquidez" significa a
capacidade de transformar um ativo
em dinheiro, em
outras palavras, a facilidade de vender um
determinado recurso ou bem. Uma analogia da
tradução do termo para
o universo profissional: a
liquidez de um profissional seria sua
empregabilidade
- a facilidade de vender o seu trabalho para um
determinado empregador.
Se lhe for oferecida uma
proposta de trabalho em
outra cidade, estado; ou até mesmo uma
carreira
internacional, por exemplo, é importante avaliar se a
mudança não poderá afastá-lo do seu networking e
com isso,
reduzir as suas chances de conseguir a tão
sonhada promoção num
futuro próximo.
oportunidade numa área muito específica ou até
mesmo bastante estratégica, que pode torná-lo um
profissional “coringa” e dificultar novas contratações.
3. Diversifique os seus
investimentos
Quando se fala em dinheiro,
quem nunca ouviu o
famoso ditado “Não ponha todos os ovos numa
cesta
só”? O mesmo raciocínio pode ser aplicado à gestão
da
carreira.
Buscar fontes de renda
alternativas ao emprego
tradicional pode ser uma tática
interessante,
sobretudo em meio à crise econômica.
Para ampliar suas opções,
segundo a análise do
especialista, cada vez mais executivos têm
optado
pela pós-graduação stricto sensu. Além de render
salários
mais altos nas empresas, mestrados e
doutorados abrem portas para uma
segunda opção de
carreira: a de professor universitário; onde
muitos
executivos são convidados por universidades para
lecionar ou
dar palestras, relatando suas experiências
do dia a dia, para o
público acadêmico.
Um leque amplo de
possibilidades de trabalho
também depende de um networking extenso e
heterogêneo. Quanto mais diversas forem as suas
conexões, mais
fácil será criar pontes entre
profissionais e, assim, tornar-se uma
referência no
mercado.
4. Avaliar a situação de mercado de potenciais
empregadores
Se você enxerga o seu
trabalho como um recurso a
ser aplicado, é preciso ter um “olhar
de investidor”
sobre as empresas em que você pretende atuar.
De acordo com o conselho do
especialista, fazer uma
análise crítica sobre a situação de
mercado de todo
potencial empregador. Questões como: Como este
empregador se posiciona frente a competidores
internos e externos?
Qual é o perfil dos líderes? O
negócio está em expansão ou
retração? Há espaço
para galgar posições internamente?
Essa
avaliação - que, no caso das companhias
abertas, pode ser
complementada com dados
disponíveis nas páginas online de relações
com
investidores ou no site
da CVM - permitirá calcular
os riscos e oportunidades de apostar num
empregador. “Só com essa análise você saberá de
quais processos
seletivos vale realmente participar”,
conclui
o especialista.
Portanto,
se você já percebeu de quanto valor sua
formação profissional
agrega ao desenvolvimento de
sua carreira, ou seja, é como se você
fosse o ativo, o
capital e as empresas fossem o mercado no qual o
capital humano seja investido para gerar dividendos
aos seus balanços patrimoniais.
Trocando em miudos... as empresas aumentam suas
receitas através do valor que seus funcionários, o
capital humano gera em seus faturamentos anuais.
#Pense nisto.
Trocando em miudos... as empresas aumentam suas
receitas através do valor que seus funcionários, o
capital humano gera em seus faturamentos anuais.
#Pense nisto.




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